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Consultoria Cresce, Assessoria Encolhe: os Dados da CVM

Consultoria Cresce, Assessoria Encolhe: os Dados da CVM

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Por Equipe AAWZ | Atualizado em setembro de 2026

O mercado de consultoria de investimentos no Brasil tem 2.511 consultores de valores mobiliários pessoa física em funcionamento normal no cadastro da CVM, com a base crescendo 22,3% em 2023, 23,8% em 2024 e 26,5% em 2025 (CVM, 2026). Os assessores de investimento são 25.669, mas 2026 registra, até 1º de setembro, 2.291 novos registros contra 2.966 cancelamentos: o primeiro saldo negativo desde 2016, ainda parcial, de ano incompleto (CVM, 2026). É a primeira vez na série que as duas curvas apontam para lados opostos, e a dor do sócio é a mesma nos dois: entrar ficou fácil, ficar é que é difícil.

Este artigo reúne a série histórica da CVM, os dados de demanda da ANBIMA e da B3, o que a maior plataforma do país divulga sobre remuneração e as mudanças regulatórias de 2023 a 2026, cada número com fonte e ressalva. Quem avalia abrir uma consultoria de investimentos encontra aqui o tamanho real da categoria; quem já opera, o que o mercado passou a exigir para permanecer.


A consultoria em expansão: 2.511 consultores e 564 consultorias

O estoque de consultores pessoa física com registro vigente foi de 534 no fim de 2018 para 2.184 no fim de 2025; em 2 de setembro de 2026 são 2.511 em funcionamento normal, 4,7 vezes a base de 2018. Os novos registros aceleram: 311 em 2022, 391 em 2023, 524 em 2024, 663 em 2025 e 503 em 2026, contra 128 cancelamentos (CVM, 2026). Nota de método: a série anual conta registros não cancelados na data e inclui 47 suspensos; o 2.511 usa o status atual, e pelo critério da série seriam 2.559.

As consultorias pessoa jurídica eram 251 no fim de 2022 e chegaram a 564 em setembro de 2026, 2,25 vezes em cerca de três anos e oito meses, com 78 registros novos em 2023, 126 em 2024, 162 em 2025 e 112 em 2026, contra 46 cancelamentos; São Paulo concentra 259 (45,9%) (CVM, 2026). Ressalvas: o 2,25 compara ano parcial com dezembro de 2022; há 1.006 CNPJs em 1.055 registros históricos, então "novos" inclui retornos; e a base caiu 17% em 2018 e 8,7% em 2019, o que faz do boom um fenômeno posterior a 2021.

Antes de somar as colunas: consultor PF é pessoa, não firma, e muitos dos 2.511 são sócios ou responsáveis das 564 consultorias PJ. Somar PF com PJ para dizer "quantas consultorias existem" produz um número que não corresponde a nada.

Tabela 1 — Registros vigentes na CVM no fim de cada ano

AnoConsultores PFConsultorias PJAssessores PF
2018534n/d6.627
2020719n/dn/d
2021913n/dn/d
20221.141251n/d
20231.395301n/d
20241.727390n/d
20252.18449827.341
set/2026*2.51156425.669

Linhas anuais: registros não cancelados na data, inclusive suspensos. Set/2026: status "em funcionamento normal" em 2/9/2026 (pelo critério anual, 2.559 consultores e 26.666 assessores). n/d: não recontado nesta edição. Fontes: CVM, 2026 e CVM, 2026.

Tabela 2 — O fluxo de 2026 até o início de setembro

CategoriaEm funcionamento normalNovos registros em 2026Cancelamentos em 2026Saldo
Consultores PF2.511503128+375
Consultorias PJ56411246+66
Assessores PF25.6692.2912.966−675

Consultores e consultorias até 2/9/2026; assessores até 1/9/2026. Saldo = novos menos cancelamentos. Fontes: CVM, 2026 e CVM, 2026.

A assessoria vira a curva: 25.669 assessores e o primeiro saldo negativo desde 2016

O estoque de assessores pessoa física com registro vigente saiu de 6.627 em 2018 para 27.341 em 2025, 4,1 vezes, puxado por 3.753 a 6.389 novos registros por ano entre 2019 e 2022. Hoje são 25.669 em funcionamento normal, mais 997 suspensos a pedido, e o saldo de 2026 é de −675 (CVM, 2026). Ressalvas: é "saldo parcial negativo", não "ano negativo"; a série anual inclui suspensos, e por esse critério a contagem de hoje seria 26.666; e 2.262 cancelamentos históricos foram de ofício, por não recadastramento na ANCORD em 2013, o que distorce comparações longas. Há 10,2 assessores em funcionamento normal para cada consultor PF.

Os escritórios contam outra história: 1.411 em funcionamento normal, abaixo do pico de 1.960 em 2012 e acima do vale de 1.172 em 2016. Desde 2016 os escritórios cresceram 20% e os assessores com registro vigente multiplicaram por 5,6 (de 4.796 para 26.666); a média passou de 4,1 assessores por escritório em 2012 e 2016 para 18,9 em setembro de 2026. São Paulo tem 697 (49,4%); com o Rio, 63,3% (CVM, 2026). Ressalvas: é média, não mediana, e esconde concentração extrema em poucos escritórios com centenas de assessores; a mediana não é pública, então o escritório típico não tem 19; sem os suspensos a média cai a 18,2; e a base não ficou parada, caiu 40% até 2016 e recuperou 20% desde então. Com 1.411 escritórios e 564 consultorias, o universo de firmas independentes reguladas pela CVM é de cerca de 2 mil (1.975), sem contar gestoras de patrimônio e family offices registrados como gestoras. A leitura é de consolidação em menos firmas, muito maiores, o que muda o que vale uma firma, tema do artigo sobre valuation do escritório de investimentos.

A rotatividade é alta nas duas categorias: dos 3.840 registros de consultores PF já feitos, 33,4% estão cancelados; dos 49.747 de assessores PF, 46,4%; dos 4.816 escritórios, 70,7%; das 1.055 consultorias, 46,5% (CVM, 2026). Ressalvas: são taxas acumuladas, não churn anual, e incluem 275 registros indevidos entre consultores PF (21% dos cancelamentos), 436 cancelamentos de ofício, 292 extinções e 162 mudanças de objeto social entre escritórios e a onda administrativa de 2013. Os 2.817 cancelamentos de assessores em 2025 são recorde de cancelamentos a pedido (2.815), não absoluto: 2013 teve 2.907, 2.252 deles de ofício, e 2026 já soma 2.966 até agosto. Entre consultores PF, os 206 de 2025 são o maior número da série, 78 por registro indevido.

A ANCORD confirma o esfriamento: em junho de 2026 havia 27.203 credenciados, 20.318 vinculados a instituições, ou cerca de 1 em 4 sem vínculo; entraram 1.709 no primeiro semestre, mas o estoque ficou estável (27.341 em dezembro de 2025) e os vinculados cresceram 2,8% em 12 meses (ANCORD via InfoMoney, 2026). Ressalvas: fonte secundária, sem o release primário de 2026; "não vinculado" não é "não atuando", pois inclui quem virou consultor, foi para banco ou nunca se registrou na CVM; e credenciado na ANCORD não é registrado na CVM em funcionamento normal.

A demanda que sustenta as duas categorias

O volume investido por pessoas físicas chegou a R$ 8,5 trilhões em dezembro de 2025, alta de 15,5%: alta renda com R$ 3,13 trilhões (+21,2%), varejo tradicional com R$ 2,82 trilhões (+10,3%) e private, acima de R$ 5 milhões, com R$ 2,63 trilhões (+14,9%); renda fixa é 59% do total e só os CDBs somam R$ 1,33 trilhão (+27,7%) (ANBIMA, 2026).

O dado que importa para o custo de servir está no mesmo boletim: a alta renda tem 22,8 milhões de contas, e o volume médio por conta caiu de R$ 171 mil para R$ 137 mil entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, enquanto o total do segmento subiu 21,2%. Ressalvas: contas não são pessoas (cerca de 191 milhões de contas para cerca de 60 milhões de investidores); a queda do ticket, derivação da CNN Brasil sobre o boletim, reflete contas novas e reclassificação de segmento pelos bancos, não empobrecimento; e os segmentos são classificações comerciais, não faixas oficiais de renda. Para o sócio: mais clientes entrando na faixa, cada um com menos patrimônio. Se o atendimento for igual para todos, o custo de servir sobe mais rápido que a receita.

Os gestores de patrimônio reportantes à ANBIMA fecharam 2025 com R$ 542,3 bilhões, alta de 7,45%, menos da metade dos 15,5% do total de pessoas físicas (ANBIMA, 2026). Leitura nossa, não da ANBIMA: as bases não são comparáveis, o boletim é dominado por áreas de wealth de bancos e gestoras aderentes, e parte da diferença é mix de ativos (renda variável a +7,2%, híbridos a −7,6%), não perda de clientes.

A margem para crescer é grande: 36% da população investe, 60,6 milhões de pessoas, e 23,2 milhões pretendem começar em 2026, com projeção líquida de 8,7 milhões depois de descontar quem pretende parar (ANBIMA, 2026). Ressalvas: autorrelato com 5.832 entrevistados de 16 anos ou mais; intenção não é previsão, e o saldo projetado fica entre 8% e 9% da população desde 2021 sem se realizar por inteiro; e pouco dessa base é cliente de consultoria.

A B3 mostra base ampla e ticket baixo: 5,5 milhões de CPFs com posição em renda variável no 4º trimestre de 2025, R$ 603,2 bilhões, e saldo mediano que caiu de R$ 4,3 mil em 2021 para R$ 1,8 mil; o Tesouro Direto tem 3,4 milhões de investidores com R$ 202,4 bilhões, e LCA e LCI têm 2,2 e 2,5 milhões de investidores (B3, 2026). Ressalvas: o ticket pequeno vale para renda variável, porque os saldos medianos de LCA e LCI são R$ 49,9 mil e R$ 13,2 mil; e esses totais incluem posições em bancos. O cliente de consultoria está na cauda dessa distribuição, com a renda fixa isenta espalhada em vários bancos, e por isso a consolidação multi-custódia virou pré-requisito para enxergar a carteira inteira.

O modelo de remuneração está mudando

A XP encerrou o 2º trimestre de 2026 com R$ 1,5 trilhão em ativos de clientes, alta de 12% em 12 meses (R$ 103 bilhões de captação líquida e R$ 60 bilhões de apreciação), e um "total de assessores" de 18,4 mil, alta de 1% (XP Inc., 2026). Ressalvas: é a empresa reportando sobre si mesma; o "total de assessores" inclui funcionários da XP, consultores e gestores de patrimônio, com definição que mudou ao longo dos anos, então a série não é comparável com releases antigos; e dividir ativos por profissionais não dá "patrimônio por assessor", porque o total inclui clientes sem assessor, institucionais e previdência. O que fica é qualitativo: os ativos crescem, a rede não, e mais patrimônio por cabeça só se sustenta com processo.

Segundo a XP, em coluna no InfoMoney, em junho de 2026 um quarto da custódia da plataforma já estava em modelos remunerados pelo serviço (fee fixo, consultorias e gestoras), contra cerca de 3% em 2021; os três quartos restantes seguem no modelo transacional (XP via InfoMoney, 2026). Ressalvas: dado da XP sobre a própria plataforma, via colunista, sem release primário; "remunerado pelo serviço" é custódia sob modelos sem comissão, não "assessores que migraram para fee based"; e a estimativa jornalística de 2024 de que "95% do setor trabalha com comissões" mede modelo por escritório e não é comparável.

Em abril de 2024, antes da vigência plena da transparência de remuneração, a Fractal Investimentos (R$ 2,3 bilhões de custódia) já tinha 55% da custódia em fee based; a HCI Invest (R$ 3,2 bilhões), 22%; a Faz Capital (R$ 3,8 bilhões), 16% dos clientes; a Blackbird, perto de metade, citando receita previsível e transparência (NeoFeed, 2024). Ressalvas: quatro relatos autodeclarados, sem auditoria, misturando base de custódia e de clientes; e retrato anterior à Res. 179 e à taxa de plataforma, então os percentuais de hoje são outros.

O custo do modelo mudou em 2026. Desde 1º de fevereiro a XP cobra fee de plataforma das assessorias em fee fixo, sobre o AuC de clientes novos: 20 pontos-base até R$ 1 milhão, 15 bps de R$ 1 milhão a R$ 3 milhões e 10 bps acima de R$ 3 milhões; o estoque que aderiu até 31 de janeiro tem um ano de carência e, a partir de fevereiro de 2027, segue isento só se o assessor atingir média de 65 pontos no "Índice de Saúde XP" no 2º semestre de 2026, com revalidação semestral (Suno Notícias, 2026). Para um cliente de R$ 5 milhões que paga 0,5% de fee fixo, a receita é de R$ 25 mil por ano, e 10 bps sobre R$ 5 milhões são R$ 5 mil, ou 20% dela. Ressalvas: fonte única de mídia reportando comunicado interno, conforme divulgado em fevereiro, então confira a política vigente com a plataforma; vale só para escritórios ligados à XP em fee fixo, não para consultorias da Resolução 19 nem para outras plataformas; e "comprime a margem" e "dividiu os escritórios" são leituras apoiadas em fontes anônimas, com a maior resistência na cobrança sobre o estoque. O artigo sobre fee based e comissionamento mostra o que cada modelo faz com a DRE.

A régua regulatória aperta nas duas pontas

Na assessoria, a Resolução CVM 178, editada em 14 de fevereiro de 2023 e em vigor desde 1º de junho de 2023, acabou com a exclusividade obrigatória: o assessor pode ser preposto de um ou mais intermediários, embora o intermediário possa manter exclusividade por contrato, como as grandes plataformas fizeram; a norma também liberou o tipo societário, consolidou a denominação "assessor de investimento" e reforçou o dever de divulgar ao investidor a estrutura remuneratória e os conflitos de interesse (CVM, 2023). A Resolução CVM 179 impôs ao intermediário o dever de indicar formas e valores de remuneração no ambiente em que o cliente transmite ordens e de enviar extratos trimestrais, exigíveis desde 1º de novembro de 2024, após a Resolução CVM 196 prorrogá-los de 2 de janeiro de 2024 "em caráter definitivo" (CVM, 2023); o extrato discrimina, por cliente e modalidade, a "parcela correspondente a remuneração de assessores de investimento" (CVM, Resolução 35, art. 26-F, 2023). Ressalva: a obrigação é do intermediário, não do escritório; o efeito prático é que a remuneração do escritório fica visível ao cliente a cada trimestre, e o escritório precisa rastreá-la e explicá-la por cliente e por produto. O detalhe está no artigo sobre a Resolução CVM 178 e 179.

Na consultoria, a novidade é de 2026. Em 19 de janeiro, a Superintendência de Supervisão de Investidores Institucionais publicou o Ofício-Circular CVM/SIN 2/2026, com interpretações sobre a Resolução CVM 19/2021, editado "no contexto de um progressivo aumento no número de participantes de mercado registrados como consultores de valores mobiliários". Os eixos são remuneração, encaminhamento de ordens e relatório de consultoria, e certificação. O ofício reforça o dever fiduciário, com "análise criteriosa dos riscos, custos e vantagens associados às recomendações", e descreve exigências documentais por cliente: relatórios de compensação de remuneração na periodicidade da taxa (item 6), relatórios de recomendação com descrição específica e objetiva das operações e aprovação prévia e expressa do cliente (item 9) e equipe com no mínimo 80% de consultores certificados (item 12) (CVM/SIN, 2026). Ressalvas: é orientação interpretativa da área técnica, não norma nova; dizer que ele eleva a exigência documental é inferência nossa; e as 564 consultorias são contagem nossa, não número do ofício.

Ao menos 313 das 564 consultorias ativas (564 menos as 251 de 2022) registraram-se de 2023 para cá. Para essa maioria recente, o relatório de recomendação, o aceite do cliente e a trilha de certificação da equipe passam a ser o que a supervisão espera encontrar. O artigo sobre compliance para consultoria CVM detalha essa trilha.

O que isso exige de quem está no meio

Entrar ficou fácil. Ficar é que é difícil. Os dados apontam três frentes; os números americanos entram como régua, nunca como retrato do mercado brasileiro.

1. Custo de servir por cliente. O dado brasileiro é o ticket da alta renda caindo enquanto o volume sobe. A régua americana é da Kitces Research: 71% do custo de aquisição de cliente é "soft cost", tempo do advisor e da equipe, e só 29% é dinheiro (Kitces Research, 2026); a amostra é de leitores do Kitces, auto-selecionada, e o custo sobe com o porte em parte porque a hora do sócio vale mais. O que se traduz é o conceito: no Brasil, adquirir e atender custa quase só tempo de consultor, e a firma precisa medi-lo por cliente e por profissional, os dois níveis da DRE da assessoria.

2. Crescimento orgânico separado do crescimento de mercado. No benchmarking da Schwab com 1.288 RIAs, o AUM mediano subiu 16,6% e a receita 17,6% em 2024, mas o crescimento orgânico contribuiu com só 5% nas firmas acima de US$ 250 milhões, contra 12,5% nas "Top Performing Firms" (Schwab via Family Wealth Report, 2025); a amostra é auto-selecionada de RIAs que custodiam na Schwab, com viés para firmas maiores, e "Top Performing" é recorte da própria Schwab. A tradução é direta: com CDI alto, o AuM sobe sem captar um cliente novo. Meça captação líquida à parte.

3. Crescer sem contratar na mesma proporção. A McKinsey projeta déficit de cerca de 100 mil advisors nos Estados Unidos até 2034, com a população de advisors crescendo só 0,3% ao ano na última década (McKinsey via WealthManagement.com, 2025), e a Cerulli registrou alta de apenas 2.706 advisors em 2022 e cerca de 72% de fracasso entre novatos (Cerulli Associates, 2024); a projeção usa premissas de modelo sobre a indústria inteira, não a firma independente, e o release da Cerulli não define janela nem critério de fracasso e inclui trainees de wirehouses. A escassez demográfica é americana: no Brasil, 64% dos credenciados ANCORD têm entre 26 e 45 anos (ANCORD via InfoMoney, 2026). O que se traduz é o argumento de produtividade, mais clientes por profissional com processo documentado e dados em um só lugar, tese do artigo sobre IA sobre dados consolidados.

O que fazer na segunda-feira, em ordem:

  1. Recontar a base por faixa de patrimônio e estimar as horas de consultor que cada faixa consome por mês.
  2. Separar, no relatório mensal, captação líquida de valorização de mercado.
  3. Em fee fixo em plataforma, calcular o fee de plataforma cliente a cliente contra a receita de cada um.
  4. Na consultoria, montar o relatório de recomendação com aceite prévio e expresso e conferir o percentual de certificados, com 80% como piso.
  5. Na assessoria, testar se a firma explica, por cliente e produto, a remuneração do extrato trimestral do intermediário.
  6. Documentar o atendimento para que não dependa de quem entra e sai: um terço dos consultores e quase metade dos assessores já cancelaram o registro alguma vez.

Os itens 1, 2 e 3 são uma só conta quando controladoria e consolidação usam a mesma base. É assim que o Hub de Gestão da AAWZ trata o tema: a DRE por profissional e por cliente lê patrimônio e receita da mesma consolidação que gera o relatório do cliente.

Perguntas frequentes

Quantos consultores de investimentos existem no Brasil?

Em 2 de setembro de 2026, o cadastro da CVM tinha 2.511 consultores pessoa física em funcionamento normal e 564 consultorias pessoa jurídica (CVM, 2026). A base de PF é 4,7 vezes a de 2018 e cresceu 26,5% em 2025. Não some as duas: consultor PF é pessoa, e muitos são sócios das consultorias PJ.

Quantos assessores de investimento existem no Brasil em 2026?

São 25.669 assessores pessoa física em funcionamento normal e 1.411 escritórios no cadastro da CVM (CVM, 2026). A ANCORD contava 27.203 credenciados em junho de 2026, 20.318 vinculados a instituições (ANCORD via InfoMoney, 2026). Credenciamento na ANCORD e registro na CVM são medidas diferentes.

A assessoria de investimentos está em queda?

Em 2026, até 1º de setembro, foram 2.291 novos registros contra 2.966 cancelamentos, saldo de −675, o primeiro negativo desde 2016 (CVM, 2026). É saldo parcial, de ano incompleto. A base ainda é 4,1 vezes a de 2018, e os escritórios cresceram em tamanho médio, de 4,1 para 18,9 assessores. O quadro é de consolidação, não de desaparecimento.

O que muda com o Ofício-Circular CVM/SIN 2/2026?

É orientação interpretativa da área técnica da CVM sobre a Resolução 19/2021, publicada em 19 de janeiro de 2026, não norma nova. Trata de remuneração, encaminhamento de ordens e relatório de consultoria, e certificação. Descreve relatórios de compensação de remuneração na periodicidade da taxa, relatórios de recomendação com aprovação prévia e expressa do cliente e equipe com no mínimo 80% de consultores certificados (CVM/SIN, 2026).


Os dados mostram um mercado de consultoria de investimentos no Brasil que cresce em patrimônio, não em profissionais, e que passou a exigir trilha documental por cliente. O Hub de Gestão da AAWZ foi construído para esse cenário: consolidação, DRE por profissional, comissionamento e compliance sobre a mesma base de dados, para a firma crescer sem contratar na mesma proporção. Agendar reunião


Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações apresentadas não constituem recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de produtos. Dados regulatórios referem-se à legislação vigente em setembro de 2026 e podem sofrer alterações. Consulte sempre um profissional habilitado pela CVM antes de tomar decisões de investimento.

Perguntas Frequentes

Em 2 de setembro de 2026, o cadastro da CVM tinha 2.511 consultores pessoa física em funcionamento normal e 564 consultorias pessoa jurídica ([CVM, 2026](https://dados.cvm.gov.br/dados/CONSULTOR_VLMOB/CAD/DADOS/cad_consultor_vlmob.zip)). A base de PF é 4,7 vezes a de 2018 e cresceu 26,5% em 2025. Não some as duas: consultor PF é pessoa, e muitos são sócios das consultorias PJ.

São 25.669 assessores pessoa física em funcionamento normal e 1.411 escritórios no cadastro da CVM ([CVM, 2026](https://dados.cvm.gov.br/dados/AGENTE_AUTON/CAD/DADOS/cad_agente_auton.zip)). A ANCORD contava 27.203 credenciados em junho de 2026, 20.318 vinculados a instituições ([ANCORD via InfoMoney, 2026](https://www.infomoney.com.br/advisor/brasil-ja-soma-1-709-novos-assessores-de-investimento-em-2026-veja-perfil/)). Credenciamento na ANCORD e registro na CVM são medidas diferentes.

Em 2026, até 1º de setembro, foram 2.291 novos registros contra 2.966 cancelamentos, saldo de −675, o primeiro negativo desde 2016 ([CVM, 2026](https://dados.cvm.gov.br/dados/AGENTE_AUTON/CAD/DADOS/cad_agente_auton.zip)). É saldo parcial, de ano incompleto. A base ainda é 4,1 vezes a de 2018, e os escritórios cresceram em tamanho médio, de 4,1 para 18,9 assessores. O quadro é de consolidação, não de desaparecimento.

É orientação interpretativa da área técnica da CVM sobre a Resolução 19/2021, publicada em 19 de janeiro de 2026, não norma nova. Trata de remuneração, encaminhamento de ordens e relatório de consultoria, e certificação. Descreve relatórios de compensação de remuneração na periodicidade da taxa, relatórios de recomendação com aprovação prévia e expressa do cliente e equipe com no mínimo 80% de consultores certificados ([CVM/SIN, 2026](https://conteudo.cvm.gov.br/export/sites/cvm/legislacao/oficios-circulares/sin/anexos/oc-sin-0226.pdf)).

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